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DANÇANDO O ANIMAL
DANÇANDO O ANIMAL

 
 


No xamanismo Dançamos o Animal". Os xamãs e praticantes podem deixar aflorar o poder do animal, através de uma dança, onde é permitido que os animais se expressem através de seus corpos, e de suas cordas vocais. 
Harner coloca que dançar para o animal é uma forma de mantê-lo satisfeito e assim fazer com que ele não pense em nos abandonar. Acrescenta ainda que assim como um homem deseja sentir a realidade não comum, o espírito guardião sente prazer entrando no corpo do ser humano.
Segundo Mircea Eliade durante a iniciação xamânica, o futuro xamã deve conhecer a linguagem secreta dos espíritos animais. 

Com freqüência a linguagem secreta tem sua origem na imitação dos gritos dos animais. Imitar a voz dos animais, utilizar sua linguagem secreta durante uma sessão, é uma ferramenta para o xamã circular livremente pelas zonas cósmicas.

Dançar o animal durante uma sessão é mais que uma possessão, na verdade é uma transformação mágica de um xamã no animal. Uma das outras formas usadas era a máscara.

Os índios americanos acreditam que os animais foram os primeiros a caminhar pela terra, e que cada um tem sua medicina específica para ajudar o homem. Uma das formas nativas para invocar o animal é adornar-se com penas e peles, pintando seus rostos para lembrar o animal e movimentando-se como eles. Americanos nativos imitando animais em dança ritual estabelecem elos com o reino do espírito.

O animal também pode ser invocado, imitando igualando o seu comportamento. (Dança Animal) Dessa forma alinhamos com as suas energias, e chamamos o seu espírito até nós. Podemos agir como animais, fazer sons, convidando-os a trazerem seus poderes até nós.
Podemos rondar e urrar como um Leão, assim que invocamos o seu espírito. Podemos espalhar nossos braços e voar como uma Águia. Rastejar como uma serpente.

Dançar é uma forma poderosa de honrar seu animal. Desenvolva a mímica de seus movimentos, guardando-o vivo dentro de sua imaginação. Você poderá um dia ver o seu animal no seu próprio rosto, sentir sensações físicas. Por exemplo: Quando está bem sintonizado com o coiote, poderá sentir seu nariz alongando como se fosse um focinho.
Este ritual libera emoções e ajuda na conexão com nossos ancestrais, trabalhando com a parte primitiva de nossa energia, para que possamos compreender melhor a natureza. Elimina estresse, elimina bloqueios corporais, estimula a criatividade.

As danças e canções dos festivais são de uma ordem existencial diferente das canções e danças correntes. Aqui a própria vida se experimenta como uma exaltação eterna, como uma dança e um ritmo eterno, um som que ecoa sem cessar.

A dança xamânica quebra os vínculos da razão e do corpo. É uma dança de poder que organiza o espaço e ritma o tempo de modo que a alma, após o corpo, se ponha em movimento. Dizer que a dança sagrada induz a uma alteração do estado de consciência implica numa evidência inexplicável. Quer se pense nos dervixes sufis, na dança de Shiva dos iogues, no Tchod Tibetano, na Dança dos Fantasmas dos Sioux e mesmo no delírio dionisíaco das bacantes da Grécia Antiga, todas constituem a expressão de uma sublimação. 

No pensamento arcaico, os movimentos rítmicos, o caminhar em círculo, a dança de roda, eram uma réplica da abóbada circular do céu e do ciclo das existências. A dança assinalou a comunhão sagrada do homem com os demiurgos, a marcha para o ponto onde se junta o céu e a terra.


A dança é uma maneira de reestruturar a consciência e desse modo, ingressar noutro mundo. Desafortunadamente, em nossa cultura, tem-se profanado, em grande parte, a dança, e a sua relação com estados alterados de consciência é no melhor dos casos, tão somente rudimentar.
A dança envolve todo o corpo, o deixa a mercê do ritmo de uma canção e o som dos tambores. 

A dança incessante, interrompe o fluxo do pensamento discursivo que dá origem às idéias, recordações e sensações. 

Os ritmos monótonos e os movimentos da dança sincronizam. harmonizam os fragmentos e associações de pensamentos confusos e desorganizados. Desta maneira assenta-se a consciência.O trabalho será o tempo inteiro marcado por sons de tambores ou maracás. 
Quando nós dançamos como os animais, nos colocamos na mesma freqüência que eles. Criamos ressonância, nos alinhamos